O receio de ser vítima de assalto ou de ter contas bancárias invadidas está levando milhões de brasileiros a mudar hábitos cotidianos simples, como sair de casa com o celular.
Segundo levantamento encomendado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública ao instituto Datafolha, cerca de 30% dos usuários de aplicativos de banco no país optam por deixar o aparelho em casa por segurança.
Em números absolutos, isso corresponde a mais de 52 milhões de pessoas, embora o índice tenha caído em relação a 2024, quando atingiu 34%.
A pesquisa revela que a idade é um fator determinante nesse comportamento. Entre os idosos, com 60 anos ou mais, 37% afirmam evitar sair de casa com o celular, enquanto entre os jovens de 16 a 24 anos, o percentual cai para 22%.
O nível de renda familiar também impacta a decisão: pessoas que ganham até dois salários mínimos (R$ 3.036) registram o maior índice de cautela, com 34% deixando o aparelho em casa.
Por outro lado, aqueles com renda entre cinco e dez salários mínimos (R$ 7.590 a R$ 15.180) apresentam menor preocupação, com apenas 23% adotando a mesma medida.
Foto: Shutterstock
Geograficamente, o comportamento é mais comum no Nordeste, com 36% dos entrevistados afirmando que deixam o celular em casa por medo de assalto. No Sul, o índice é significativamente menor, atingindo apenas 18%.
O levantamento ouviu 2.007 brasileiros maiores de 16 anos em 130 municípios de todas as regiões, entre 2 e 6 de junho, considerando fatores como violência, presença do crime organizado, golpes financeiros e atuação policial.
Além de evitar levar o celular, 30% dos entrevistados também relatam ocultar ou desinstalar aplicativos de banco, serviços ou lojas devido à insegurança, número próximo ao de quem deixa o aparelho em casa. Essa tendência também apresentou queda em relação a 2024, quando o índice chegou a 33%.
O estudo indica que 60% da população geral prefere manter o celular guardado quando está fora de casa, e os números se intensificam entre mulheres (68%) em comparação aos homens (53%), bem como entre pessoas mais velhas (68% vs. 57% entre jovens).
O nível educacional e o poder aquisitivo também moldam o comportamento. Indivíduos com ensino superior registram 67% de cautela, enquanto aqueles com renda familiar de até dois salários mínimos chegam a 63%.
Já a localização geográfica evidencia que, nas capitais brasileiras, 69% dos cidadãos evitam usar o celular fora de casa, em contraste com 56% no interior.
Municípios com mais de 500 mil habitantes têm 68% de usuários cautelosos, enquanto cidades com menos de 50 mil apresentam 50%.
O estudo evidencia que o medo de assalto influencia profundamente a rotina de milhões de brasileiros, impactando tanto o uso de tecnologia quanto a mobilidade urbana.
Entender esses dados é fundamental para políticas de segurança pública, planejamento urbano e conscientização sobre segurança digital, reforçando a necessidade de medidas que tornem o ambiente urbano mais seguro para todos.
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