O direito ao porte de arma para advogados deu um passo importante no Senado. A Comissão de Segurança Pública aprovou um projeto de lei que autoriza esses profissionais a portarem arma de fogo em todo o território nacional.
O texto, apresentado por Flávio Bolsonaro, recebeu parecer favorável do relator Alessandro Vieira e segue agora para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A proposta reacende um tema sensível: o equilíbrio entre segurança pessoal e controle de armamentos. Segundo o relator, a ideia é garantir aos advogados um meio legítimo de defesa, nos mesmos moldes do que já é permitido a juízes e membros do Ministério Público.
O texto aprovado altera o Estatuto da Advocacia e o Estatuto do Desarmamento, permitindo que advogados devidamente inscritos na OAB tenham direito ao porte de arma para autodefesa.
No entanto, o acesso não será livre: aqueles que desejarem obter esse direito deverão comprovar capacidade técnica e aptidão psicológica, como prevê uma emenda acolhida do senador Fabiano Contarato.
Além disso, a proposta proíbe a entrada armada em locais como fóruns, tribunais, presídios e outros ambientes com regras próprias de segurança. Uma das alterações, sugerida por Sergio Moro e incorporada ao relatório, estabelece que a simples atuação na advocacia já pode justificar a necessidade do porte — desde que devidamente comprovada.
Durante a discussão, Flávio Bolsonaro reforçou que muitos advogados atuam em contextos delicados, envolvendo disputas familiares, criminais e patrimoniais. Em sua fala, citou dados da OAB, indicando que ao menos 80 advogados foram assassinados entre 2016 e 2019.
O substitutivo aprovado unificou a proposta de Flávio Bolsonaro com outro projeto de conteúdo semelhante, apresentado por Cleitinho (PL 2.530/24). A versão final ficou mais direta e manteve o espírito de conceder aos advogados o direito à proteção pessoal, nos moldes do Judiciário. Assim, o projeto de Cleitinho foi considerado prejudicado.
Sergio Moro, por sua vez, lembrou que a aprovação da proposta não garante o porte de forma automática para todos os advogados. “Não imagino que haverá uma corrida de 1 milhão de advogados; certamente, apenas aqueles que se interessarem em ter o porte de arma”, disse.
Com a aprovação na Comissão de Segurança, o projeto agora será analisado pela CCJ — e, se aprovado, seguirá para o plenário do Senado. Até lá, o debate sobre os limites e responsabilidades do porte de arma para advogados deve continuar em pauta.
*Com informações de Migalhas.
O post Advogados agora podem andar armados no Brasil? Entenda apareceu primeiro em Edital Concursos Brasil.
Aqui no nosso portal, temos uma ampla variedade de vagas disponíveis, desde empregos em tempo…
Aqui no nosso portal, temos uma ampla variedade de vagas disponíveis, desde empregos em tempo…
A BMP Office, em parceria com a RGA Recursos Humanos, está com vaga de emprego…
Uma empresa localizada em Manaus, no Amazonas, está com oportunidade aberta para Aprendiz Administrativo. A…
A Real está com oportunidade de emprego para Motoboy em Manaus, no Amazonas. A empresa…
Uma empresa localizada no bairro Tarumã, em Manaus (AM), está selecionando profissionais para preencher uma…