Apple e Google são condenadas por danos morais devido ao FaceApp

Uma decisão judicial no Maranhão colocou a Apple e o Google no centro de uma polêmica sobre privacidade.

A sentença, proferida pela Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, ordena que as gigantes tecnológicas paguem uma indenização de R$ 19 milhões por danos morais coletivos, além de R$ 500 de indenização para cada usuário do aplicativo FaceApp.

O caso surgiu a partir de uma ação movida pelo Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec). A entidade acusou o FaceApp de coletar dados dos usuários de maneira indevida e de violar a legislação brasileira de proteção de dados.

No entanto, a decisão levanta debates quanto à responsabilidade das plataformas em relação ao conteúdo de terceiros.

A aplicação da sentença também determina que Apple e Google retirem o FaceApp de suas lojas até que o app se adeque às leis brasileiras. Apesar do impacto inicial, especialistas sugerem que a decisão pode não se sustentar em instâncias superiores, dadas as nuances envolvidas no caso.

FaceApp emprega IA para fazer alterações no rosto dos usuários – Imagem: Reprodução/FaceApp

Argumentos das gigantes tecnológicas

Tanto a Apple quanto o Google alegam que não têm controle sobre o FaceApp, já que foi desenvolvido por terceiros. As empresas afirmam que sua função é meramente disponibilizar o aplicativo em suas lojas virtuais. Assim:

  • Apple: usuários são questionados sobre o uso dos dados antes de utilizarem o app;

  • Google: a atuação se limita à disponibilização do aplicativo, sem ingerência nas políticas de privacidade.

Ambas citam o Marco Civil da Internet, que exime as plataformas de responsabilidade pelo conteúdo de terceiros, salvo no descumprimento de ordens judiciais específicas.

Fundamentos frágeis da condenação

A sentença se baseia na ideia de que as empresas, ao fornecerem o FaceApp, seriam corresponsáveis pelas práticas ilegais do app. Contudo, esse entendimento enfrenta desafios jurídicos significativos.

  • Responsabilidade limitada: o Marco Civil da Internet responsabiliza as plataformas apenas pelo descumprimento de ordens judiciais específicas;

  • Falta de ingerência: Apple e Google não desenvolvem nem controlam o FaceApp;

  • Precedentes favoráveis: jurisprudências anteriores não responsabilizam lojas virtuais por práticas de desenvolvedores, desde que cumpram ordens judiciais.

A expectativa é que Apple e Google recorram da decisão, já que há ausência de vínculo direto com as práticas do FaceApp. A decisão contraria tanto o Marco Civil quanto jurisprudências do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Além disso, o caso ressalta a importância de os usuários lerem os termos de uso dos aplicativos. Com a crescente coleta de dados na internet, a atenção aos detalhes torna-se indispensável para proteger a privacidade em meio às incertezas legais.

O post Apple e Google são condenadas por danos morais devido ao FaceApp apareceu primeiro em Edital Concursos Brasil.

Rayfran

Recent Posts

RH no Aleixo Busca Trabalhadores Para Preencher Vagas em Fábricas do Distrito

Aqui no nosso portal, temos uma ampla variedade de vagas disponíveis, desde empregos em tempo…

13 horas ago

Grupo Rehael divulga vaga para Recepcionista em Manaus

O Grupo Rehael está com oportunidade de emprego aberta para o cargo de Recepcionista em…

18 horas ago

Hospital Santa Júlia Abre Vaga para Operador de Caixa

O Hospital Santa Júlia está com oportunidade de emprego aberta para o cargo de Operador…

18 horas ago

Di Felícia abre vaga para Jovem Aprendiz; veja como se candidatar

A Di Felícia está com oportunidade de emprego aberta para Jovem Aprendiz, voltada a pessoas…

18 horas ago

Fábrica Amazoncopy abre vaga para Auxiliar de Logística em Manaus

A fábrica Amazoncopy está com oportunidade de emprego aberta para o cargo de Auxiliar de…

19 horas ago

Fábrica EFFA Motors abre vaga para Operador de Produção em Manaus

A fábrica EFFA Motors anunciou uma oportunidade de emprego para o cargo de Operador de…

19 horas ago