A identidade racial no Brasil é uma questão complexa, amplamente debatida ao longo das décadas. Como exemplo disso, uma pesquisa histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em 1976, ilustra a riqueza e diversidade de percepções de cor dos brasileiros.
Na ocasião, os entrevistados mencionaram 136 diferentes “cores” que alegadamente tinham identificado em outras pessoas ao longo da vida, destacando a subjetividade e a dificuldade em categorizar identidades raciais.
Mais recentemente, um levantamento do IBGE feito em 2022, advindo do Senso Populacional feito no mesmo ano, mostrou um aumento significativo no número de pessoas que se declaram pardas, atingindo 45,3% da população, tornando-se o maior grupo racial do país.
As etnias parda, preta e caucasiana são as mais detectadas na população brasileira, diferindo das dezenas de supostas etnias antigamente percebidas.
Os seres humanos, todos oriundos de uma mesma raça, possuem diferentes etnias, não cores – Imagem: Pexels/reprodução
A complexidade da identidade parda no Brasil remonta a décadas. Em 1976, durante a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), o IBGE permitiu que os respondentes escolhessem suas cores livremente.
As descrições variavam de “café com leite” a “branca-suja”, revelando a diversidade de percepções sobre cor.
Em outras palavras, essas percepções eram conceitos personalistas e individuais, nada tendo a ver com os padrões científicos de distinção étnica.
Lilia Schwarcz, em seu artigo “Do preto, do branco e do amarelo”, destaca como essas definições refletem questões estéticas mais do que de origem, apontando para um “branqueamento” na forma como a cor é percebida.
A socióloga também examina os impactos sociais, como preconceitos enfrentados por pessoas de diferentes etnias, evidenciando um preconceito estrutural presente na sociedade brasileira.
O IBGE, por meio de documentos como “Características Étnicos-Raciais da População”, argumenta que a categorização racial tem relevância social.
Mesmo sendo construções sociais arbitrárias, as categorias raciais organizam a percepção e a hierarquização da diversidade humana, influenciando políticas públicas e a compreensão das desigualdades raciais.
Entender essas dinâmicas é fundamental para avançar em direção a uma sociedade mais equitativa e inclusiva, onde distinções de “raças” e “cores” não se sobreponham ao cuidado com a pessoa humana.
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