Que fim teve o Google+, rede social da Google?

Lançado em 2011, o Google+ foi uma proposta ambiciosa da Google para integrar e expandir suas plataformas, e a rede social rapidamente conquistou a atenção de milhões de usuários. No entanto, ao longo dos anos, uma série de desafios começou a minar seu sucesso inicial.

O entusiasmo do começo logo deu lugar a insatisfações e críticas por parte da comunidade, o que levou a uma diminuição significativa no número de acessos. Problemas de segurança e falhas na experiência do usuário foram decisivos para o encerramento do serviço em 2019.

Google+ ou Google Plus foi criado em 2011 e encerrado em 2019 – Imagem: Wikipédia

Como funcionava o Google+, rede social da Google?

O Google+ foi projetado para ser um hub central para os serviços da Google, integrando funcionalidades do Gmail, do YouTube e do Google Fotos. Com o “Hangout On Air”, era possível realizar transmissões para até 10 pessoas diretamente no YouTube.

Os “Círculos” permitiam um controle personalizado do feed de atualizações. Recursos semelhantes ao Orkut também marcaram presença, como “Comunidades” e “Sparks”, o que integrava as preferências ao Google Search.

O Hangouts se destacou como um dos serviços mais duradouros da plataforma. Mesmo após o término do Google+, o aplicativo de mensagens e chamadas permaneceu ativo até novembro de 2022.

Crescimento e desafios da rede social

No início, o Google+ atraiu dezenas de milhões de usuários. Em apenas três meses, alcançou 49 milhões de cadastrados. Em 2012, esse número saltou para 250 milhões, mas a queda de acessos foi abrupta.

Uma pesquisa revelou que 90% das visitas duravam menos de cinco segundos, um dado alarmante que destacou a desconexão entre a expectativa da empresa e a realidade dos usuários.

Polêmicas e decisões controversas

Polêmicas em torno das exigências de nome real nos perfis também geraram insatisfação. Muitas contas foram suspensas, o que afetou outros serviços da empresa, mesmo diante de protestos, e a Google tardou quatro anos para reverter a política.

A integração com o Calendário também foi alvo de críticas. Eventos criados no Google+ acabavam sendo automaticamente salvos na agenda dos usuários, o que gerava confusão.

Fim do Google+

Em 2018, a descoberta de uma falha de segurança foi crucial para o destino do Google+, pois aplicativos de terceiros podiam acessar dados privados dos usuários. A Google reagiu anunciando uma pausa para ajustes, mas, em seguida, optou pelo encerramento definitivo da rede social logo no ano seguinte.

Os usuários foram informados por e-mail e alertas no site, e a empresa ofereceu opções de backup antes do encerramento, a fim de garantir que fotos e documentos permanecessem acessíveis nos serviços tradicionais da Google.

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Rayfran

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