Sem esses 2 documentos, a multa vem — e não é barata

A digitalização dos documentos veiculares representa uma das mudanças mais significativas na história recente do trânsito brasileiro.

Com a implementação do CRLV-e (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo Eletrônico) e da CNH digital, motoristas e autoridades passaram a lidar com informações essenciais de forma mais ágil, segura e integrada.

Esses documentos, disponíveis em aplicativos oficiais, substituíram grande parte da burocracia em papel e redefiniram a forma como ocorre a fiscalização e a organização das obrigações legais dos condutores.

Mais do que uma tendência tecnológica, o avanço dos documentos digitais de trânsito consolidou-se como política pública, alinhada à modernização do Estado e à busca por eficiência, transparência e redução de fraudes.

Qual é a função do CRLV-e e da CNH digital na regularização veicular?

O CRLV-e é o documento que comprova que o veículo está devidamente licenciado, reunindo informações como pagamento do IPVA, quitação de multas e do seguro obrigatório, quando aplicável.

Já a CNH digital confirma que o cidadão possui habilitação válida, registrando categorias permitidas, eventuais restrições médicas e a data de vencimento.

Quando utilizados em conjunto, CRLV-e e CNH digital permitem uma verificação imediata pelas autoridades, por meio de QR Code ou códigos de validação.

Ambos possuem plena validade jurídica, equivalente aos documentos físicos, inclusive quando impressos em papel A4 comum, desde que emitidos pelos canais oficiais.

Foto: iStock

Menos papel, mais agilidade: os impactos da digitalização no trânsito

A adoção do CRLV-e trouxe benefícios diretos ao motorista. Um dos principais é a eliminação da obrigatoriedade de portar documentos impressos, reduzindo o risco de perda, extravio ou danos físicos.

Após o licenciamento anual, o certificado eletrônico fica disponível rapidamente na Carteira Digital de Trânsito, sem necessidade de comparecer a unidades presenciais.

Outro ponto relevante é o aumento da segurança. A versão digital conta com assinatura eletrônica, validação em servidores oficiais e códigos únicos, o que dificulta falsificações.

O acesso pode ocorrer mesmo sem conexão com a internet, desde que o documento tenha sido previamente baixado no aplicativo.

Carteira Digital de Trânsito: muito além dos documentos

A Carteira Digital de Trânsito (CDT) funciona como um verdadeiro painel de controle do motorista, reunindo informações essenciais em um único ambiente. Entre os principais recursos, destacam-se:

  • Consulta a infrações de trânsito vinculadas ao CPF ou aos veículos cadastrados;
  • Notificações automáticas sobre vencimento da CNH e pendências de licenciamento;
  • Compartilhamento do CRLV-e com outros condutores, como familiares ou motoristas autorizados;
  • Acesso offline aos documentos digitais após o primeiro download.

O compartilhamento é controlado pelo proprietário do veículo, que pode revogar o acesso a qualquer momento, reduzindo a circulação de cópias físicas e aumentando a segurança das informações.

Base legal: quais normas garantem a validade do CRLV-e e da CNH digital?

A validade do CRLV-e e da CNH digital é assegurada por resoluções do Contran e por diretrizes da governança digital do governo federal. A Resolução Contran nº 809/2020 define o modelo, o layout, os elementos de segurança e a forma de emissão do CRLV-e.

As normas deixam claro que os documentos eletrônicos possuem o mesmo valor legal das versões impressas, desde que não apresentem adulterações e sejam exibidos em aplicativos oficiais.

Também abordam temas como proteção de dados, autenticação do usuário e a possibilidade de dispensa do porte físico quando a fiscalização ocorre por meio dos sistemas integrados.

Desafios da digitalização dos documentos veiculares

Apesar dos avanços, a inclusão digital ainda é um desafio relevante. Parte dos condutores não possui smartphones compatíveis ou acesso constante à internet, especialmente em regiões mais afastadas. A falta de familiaridade com aplicativos também pode dificultar a adesão plena.

Outro ponto sensível é a segurança da informação. Especialistas recomendam utilizar apenas aplicativos oficiais, manter o celular protegido por senha ou biometria e evitar o envio de imagens dos documentos por aplicativos de mensagens.

A tendência é que os órgãos públicos aliem tecnologia a ações educativas, ampliando o acesso e promovendo o uso seguro dos documentos veiculares digitais.

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Rayfran

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