No Brasil, é difícil não encontrar alguém com sobrenomes como Silva, Alves, Oliveira ou Pereira. Tais nomes, aparentemente comuns, têm raízes profundas na história e na colonização do país.
Mas por que esses sobrenomes são tão recorrentes? Para compreender essa questão, é preciso mergulhar em nosso passado colonial.
Sobrenomes não servem apenas para identificação; eles oferecem pistas sobre origens familiares e ancestrais.
Segundo o Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea), 87,5% dos brasileiros possuem sobrenomes de origem ibérica, provenientes de Portugal ou Espanha.
Isso levanta uma questão: será que a maioria dos brasileiros é descendente de europeus? A resposta não é tão simples.
Brasileiros são uma mistura de muitos povos, o que aparece também em seus sobrenomes – Imagem: reprodução/Bia Santana/Pexels
Ao longo dos séculos, nativos e descendentes de africanos foram “rebatizados” por meio de processos diversos.
Patrícia Carvalhinhos, doutora em Linguística da Universidade de São Paulo (USP), explica que definir a ancestralidade dos brasileiros é complexo, pois os sobrenomes refletem influências históricas e culturais.
Vários sobrenomes derivam de lugares ou profissões. “Silva” refere-se a habitantes de regiões florestais no Império Romano.
Já “Machado” ou “Ferreira” são exemplos de sobrenomes de ofícios. Outros, como “Alves”, são patronímicos, originados de nomes de antepassados masculinos.
Sobrenomes como “Batista” carregam uma forte influência religiosa. “Batista” vem do grego e significa “o que batiza”, em referência a São João Batista.
Muitos desses nomes tornaram-se comuns em sociedades cristãs, o que preserva tradições religiosas.
No Brasil, sobrenomes também refletem desigualdades sociais. Estudos indicam que pessoas com nomes comuns como “Silva” ou “Oliveira” recebem salários menores.
Tal tendência pode estar ligada à distribuição histórica de nomes entre negros e pardos, grupos historicamente desfavorecidos. Veja alguns dos sobrenomes mais comuns no Brasil:
Alves
Anjos
Batista
Jesus
Martins
Oliveira
Pereira
Santos
Silva
Conforme Carlos Eduardo Barata, em seu livro ‘Dicionário das Famílias Brasileiras’, a origem de sobrenomes como “Silva”, o mais frequente no Brasil, está historicamente associada à escravidão e ao anonimato português.
A colonização, portanto, deixou marcas profundas não só na identidade cultural, mas também na estrutura social do país.
* Com informações de Mega Curioso.
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